Saiba como evitar doenças de veiculação hídrica causadas por água contaminada

Além de diarreia, o contato com água de enchentes pode desencadear hepatite A e leptospirose

Com a chegada do período chuvoso, crescem os casos de doenças de veiculação hídrica, como diarreia, hepatite A e leptospirose, decorrentes do contato com água e alimentos contaminados. Para evitar essas patologias, em razão da disseminação de bactérias, vírus e parasitas, alguns cuidados simples devem ser adotados, conforme orienta o Núcleo de Vetores, Zoonoses e Fatores Ambientais da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

O principal deles é evitar contato ou ingestão de água com procedência desconhecida, principalmente se for coletada da chuva, sem que tenha passado por nenhum processo de filtração, tratamento ou captada em recipientes contaminados. Ainda conforme os especialistas, em hipótese alguma se deve andar por ruas e casas alagadas em razão de enchentes. Também não se recomenda pisar descalço em poças de água e lama, além de evitar o consumo de alimentos que não tenham sido lavados com água tratada ou que mantiveram contato com inundações.

“Geralmente quando ocorrem enchentes, é comum flagrarmos pessoas andando pela correnteza da água ou na lama, mas, essa prática deve ser evitada, principalmente se o indivíduo tiver algum ferimento no corpo, que possa servir de porta de entrada para vírus, parasitas ou bactérias, como a Leptospira, que desencadeia a leptospirose e que é proveniente da urina do rato. Se não houver outra alternativa, é necessário utilizar botas, luvas e macacões impermeabilizados, cobrir os calçados com sacos plásticos e lavar bem os utensílios domésticos, além de desinfectar os locais atingidos pela enchente, utilizando água limpa e água sanitária”, orienta Carlos Eduardo Silva, assessor técnico do Núcleo de Vetores, Zoonoses e Fatores Ambientais da Sesau.

Além de não manter contato com a água das enchentes, as doenças de veiculação hídrica também podem ser evitadas ao não ingerir alimentos contaminados, que devem ser lavados com água limpa, filtrada, fervida ou que recebeu solução de hipoclorito de sódio, disponível na Rede Pública de Saúde. “Se mesmo diante destas orientações, alguém tiver sido exposto a água e alimentos contaminados, que possam desencadear diarreia, hepatite A e leptospirose, é imprescindível adotar medidas de higiene e passar a se observar por no mínimo 15 dias, visando verificar se não surgirão sintomas das doenças de veiculação hídrica”, recomenda Carlos Eduardo Silva.

Sintomas – No caso da diarreia, além das fezes amolecidas ou líquidas, é importante atentar para o fato de ir ao banheiro mais de três vezes ao dia, seguido de dor abdominal, suor frio, febre, náuseas, vômitos e desidratação. Quanto a hepatite A, além de febre, são sentidas dores musculares, cansaço, mal-estar, inapetência, náuseas e vômito, além de icterícia e fezes amarelo-esbranquiçadas. Já com relação à leptospirose, além de febre alta e repentina, há dor muscular especialmente a panturrilha, tosse, cansaço, calafrios, náuseas, desidratação, manchas vermelhas no corpo, mal-estar, olhos vermelhos, dor de cabeça e no tórax, além de urina escura.

“Por isso, o monitoramento deve ser realizado e, ao surgimento de algum destes sintomas relatados, a pessoa deve se hidratar e procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima de sua residência. Realidade que se deve ao fato de a diarreia, hepatite A e leptospirose causarem desidratação e levarem o paciente a um quadro clínico grave, que se não tratado, pode evoluir para óbito”, observa Carlos Eduardo Silva, assessor técnico do Núcleo de Vetores, Zoonoses e Fatores Ambientais da Sesau.

Fonte: Agência AL

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