Estudantes realizam protesto contra a morte de Alberto Freitas no Carrefour

Ato será feito hoje (22), na rua fechada da Ponta Verde, às 15h

Acontecerá hoje (22), a partir das 15h, um protesto contra a morte de João Albeto Freitas, o homem que foi assassinado por dois seguranças da empresa Carrefour, na quinta (19), em Porto Alegre (RS). O ato será realizado na rua fechada da Ponta Verde pela União da Juventude e Rebelião (UJR).

De acordo com os integrantes do grupo, serão levados faixas e cartazes para chamar a atenção da população contra o racismo estrutural e institucional. “O racismo está tão impregnado nas instituições sociais que muitas pessoas nem se dão conta de que as pessoas negras são discriminadas e, por vezes, agredidas, o tempo todo”, alerta Peterson Couto, estudante e integrante da UJR.

Uma estudante também chamou a atenção para situações que ocorreram em Maceió e citou que o assassinato de Alberto Freitas não é um fato isolado. “Não faz muito tempo, um adolescente negro foi perseguido por seguranças de um supermercado na Ponta Verde, acusado de furtar a própria bicicleta. Também temos o caso do Jonas Seixas, que foi levado por uma viatura da PM e está desaparecido”, denuncia Andreza Gomes, estudante universitária.

Segundo os organizadores, a manifestação será pacifica. “A violência não está em nós, mas na repressão policial e no racismo presente nas instituições. Nós, jovens negros e negras, só queremos viver numa sociedade sem discriminação e exploração”, ressalta o estudante Wellington Rufino.

Os organizadores orientam as pessoas que vão participar do ato que usem máscara e levem álcool em gel. “Também vamos organizar o distanciamento entre os manifestantes. Queremos protestar contra a violência racista sem colocar a saúde das pessoas em risco”, finaliza Peterson.

Da redação com agências

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