Moradores do Mutange cobram segurança e bloqueiam via de acesso ao bairro

População fez barricada e ateou fogo em móveis, pneus e galhos de árvores para bloquear fluxo de veículos na Rua General Hermes

Os moradores da região do Bom Parto e Mutange seguem cobrando reforço na segurança policial e novas respostas para a situação da bairro afetado pelas rachaduras, resultado da exploração das minas de sal-gema pela empresa Braskem. Nesta sexta-feira, 23, a população fechou a principal via de acesso à região pedindo respostas à empresa e ao poder público. Com parte das casas desocupadas, assaltos e furtos aumentaram no local.

Rua General Hermes foi totalmente bloqueada. Moradores cobram assistência do poder público. (Foto: Marcos Marabá)

De acordo com os moradores, muitas casas ainda não estão incluídas no Mapa de Setorização de Danos, que aponta as áreas de instabilidade do solo, e por isso não recebem nenhum tipo de assistência.

“Não é só questão de segurança ou limpeza das praças, queremos uma satisfação da Braskem e do poder público. Desde que fecharam as ruas, só os caminhões da empresa estão circulando aqui. Algumas casas estão desocupadas e onde tem morador os vândalos tão invadindo roubando fiação, hidrômetro… não temos mais segurança. O bairro ‘tá’ afundado e ninguém tira a gente daqui. Estamos clamando por ?socorro. Governantes desse estados, cadê vocês para nos defender neste momento? Estamos a mercer de uma empresa totalmente irresponsável. É uma situação que nos deixa constrangidos e enfermos. Não temos nenhum posicionamento. Infelizmente tivemos que fazer esse bloqueio para chamar a atenção.”, desabafou o morador Amauri Pereira.

Vândalos estão furtando casas desocupadas. (Foto: Marcos Marabá)

Segundo o capitão Perdigão do Gerenciamento de Crises da Polícia Militar as equipes já estão dialogando com a população para encontrar soluções e liberar a via. “

Nos estivemos conversando com os moradores da região para saber quais as dificuldades e solicitações. Após ouvir o relato deles estamos trabalhando para encaminhar essas demandas para as autoridades competentes a fim de resolver os problemas afetos a comunidade. Pois não é apenas uma questão de compensação financeira junto a empresa, pelo que foi relatado essas residências ainda não foram incluídas dentro do mapa de risco. Então a princípio nós procuramos o Ministério Público como guardião da sociedade para ouvir essas pessoa e tentar supri suas demandas. Porque aqui nós temos questão de segurança pública, limpeza urbana, mobilidade, ou seja, precisamos resolver esses problemas separadamente.” conclui o militar.

Capitão Perdigão, Gerenciamento de Crises da Polícia Mlitar. (Foto: Marcos Marabá)

Texto: Eva Pimentel

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: