Decisão ocorre após a China encontrar traços do vírus em um carregamento de frango congelado
Nesta sexta-feira, após as autoridades chinesas afirmarem ter encontrado traços do novo Coronavírus em importações de carne de frango do Brasil, as Filipinas impuseram uma proibição temporária às importações brasileiras.
O maior exportador global de carne de frango, responde por cerca de 20% das importações do produto das Filipinas. De janeiro a julho, o país vendeu US$ 31,4 milhões aos filipinos, cerca de 50,3 mil toneladas, o que representa cerca de 2% das exportações brasileiras no período.
O departamento de Agricultura em um comunicado relatou: “Com os relatórios recentes da China e em conformidade com a Lei de Segurança Alimentar do país para regulamentar os operadores de empresas de alimentos e proteger os consumidores filipinos, é imposta a proibição temporária da importação de carne de frango”. O Ministério da Agricultura Brasileiro disse que não foi notificado pelas autoridades das Filipinas.
O Brasil tem o segundo pior surto de Covid-19 do mundo, depois dos Estados Unidos, registrando mais de 3,2 milhões de casos e mais de 105.000 mortes desde o início da pandemia. O governo filipino não disse por quanto tempo a proibição seria aplicada. O Departamento de Agricultura das Filipinas garantiu ao público, no entanto, que os produtos de frango atualmente no mercado local são seguros para o consumo.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse na quinta-feira (13) que não vê nenhuma evidência de que o coronavírus se espalhando por alimentos ou embalagens e pediu às pessoas que não tenham medo de que o vírus entre na cadeia alimentar.
Frango brasileiro com coronavírus
As autoridades da cidade de Shenzhen identificaram o frango como proveniente de uma fábrica de propriedade da Aurora, a terceira maior exportadora de aves e suínos do Brasil.
A ABPA que representa frigoríficos, emitiu uma nota na quinta-feira informando que os traços de coronavírus encontrados em um lote de frango na China, exportado pelo Brasil, estavam na embalagem do produto.
“Ainda não está claro em que momento houve a eventual contaminação da embalagem, e se ocorreu durante o processo de transporte de exportação”, aponta o comunicado da associação.
A Aurora disse na véspera não ter sido formalmente notificada pelas autoridades chinesas sobre a suposta contaminação, alertando que se trata “apenas de fato originário de notícia veiculada em imprensa local daquele país asiático, sem qualquer confirmação oficial por parte da autoridade pública nacional da China”.
A empresa afirmou que toma todas as medidas possíveis para prevenir a propagação do coronavírus e que não há evidências de que o coronavírus seja transmitido através dos alimentos.
O Ministério da Agricultura do Brasil disse que está buscando esclarecimentos das autoridades chinesas.
Por: Redação com Agências