Casa do Maçunim vai ajudar a escoar produção de mariscos na Barra de São Miguel

Projeto foi apresentado em reunião entre o Sebrae Alagoas, Embrapa, Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade e prefeitura do município

A Barra de São Miguel pode ganhar em breve um local específico para a venda de maçunim e ostras, dotado de toda a estrutura necessária para o tratamento comercial adequado desses mariscos. O projeto para construção da Casa do Maçunim foi apresentado ontem ao Sebrae Alagoas por representantes da Embrapa e do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), parceiros da ideia. O prefeito da Barra, Benedito de Lira, também conheceu detalhes do projeto.

A Casa do Maçunim deve ficar instalada na região central do município, próximo ao circuito turístico, já que a proposta é facilitar o escoamento da produção dos mariscos por meio do turismo gastronômico, fomentar a economia circular e fortalecer a cultura pesqueira local. As comunidades Palateia e Maçunim serão as mais beneficiadas com o projeto.

“A Palateia tem um espaço produtivo muito bom, mas ainda tem espaço para novas melhorias. E a Casa do Maçunim surge nesse cenário como um local adequado para depuração, beneficiamento e entreposto de economia circular. A destinação dos resíduos, como a casca do maçunim, também foi pensada nesse projeto”, explica o presidente do IABS, Luís Tadeu Assad. O instituto é o responsável pela concepção do novo local.

Já a Embrapa Alimentos e Territórios – unidade do órgão federal que completou dois anos em fevereiro passado – faz a conexão da Casa do Maçunim com o seu projeto Roteiros Gastronômicos. A Embrapa já trabalha com foco no pós-pandemia, usando a gastronomia como um dos gatilhos para o reaquecimento da economia.

“As pessoas hoje têm muito interesse em consumir alimentos produzidos nas comunidades e isso é uma tendência que está acontecendo no Brasil, são os chamados alimentos territoriais, artesanais, típicos, que ganham cada vez mais valoração no mercado, especialmente quando relacionados com os circuitos gastronômicos da agrobiodiversidade. Quando o turista viaja, por exemplo, ele quer comer o alimento da região, do território. Por isso, é também uma forma de viabilizar a inclusão produtiva a partir dos trabalhos desenvolvidos nas comunidades com os alimentos típicos”, afirma João Flávio Veloso, chefe-geral da Embrapa Alimentos e Territórios em Alagoas.

A busca por produtos alimentares diferenciados, típicos e locais, tem se acentuado em todas as regiões brasileiras, abrindo, gradativamente, novas oportunidades no mercado de alimentos. É também uma oportunidade de aproximação entre produtores e consumidores de alimentos. Os consumidores buscam, além das belezas geográficas, a cultura e a culinária regional – é aqui onde entram o maçunim e as ostras da Barra de São Miguel. “Um movimento que ocorre há mais tempo em outros países”, complementa Veloso.

Essa fusão entre a proposta da Embrapa e a Casa do Maçunim vai potencializar o escoamento da produção das comunidades pesqueiras da região. “São projetos que casam muito bem com o que é a Barra de São Miguel hoje. Ambos se completam para ajudar ainda mais o turismo do município”, reforça o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Alagoas, José da Silva Nogueira (Zezinho Nogueira).

Com a chegada da Casa do Maçunim, a economia circular também se potencializa por meio de um entreposto formado pela venda de artesanato, adubo e design (decoração e construção civil) – esses dois usando a casca do marisco como matéria-prima.

O superintendente do Sebrae Alagoas, Marcos Vieira, chama a atenção para a urbanização do município, principalmente na região do entorno da nova estrutura. Um projeto para construção de um deck de madeira a beira mar, interligando o acesso a duas praias da Barra de São Miguel, foi apresentado na reunião. A estrutura é semelhante a usada em diversos locais, como o Deck Sul do Lago Paranoá, em Brasília (DF).

“A gente tem que pensar na questão da mobilidade urbana daquela região também, já que o local tem potencial turístico. E o roteiro gastronômico [apresentado pela Embrapa] toca nessa questão da cultura local. Seria um equipamento auxiliar à Casa do Maçunim”, sugere Vieira.

O prefeito da Barra de São Miguel, Benedito de Lira, aproveitou para reforçar que tem buscado recursos para investir no balneário do litoral sul alagoano, mas que esbarra em alguns fatores.

“Um dos problemas da Barra hoje é que 70% da nossa receita vem de impostos como o IPTU. Mas a cidade tem muitas casas de veraneio e os donos não moram neles, apenas usam esses imóveis para lazer. O resultado é que temos um alto índice de inadimplência de IPTU”, revela. “A Barra de São Miguel vai precisar muito dessa parceria [Sebrae, IABS e Embrapa]. Me coloco apenas como peão de vocês para executar as ordens”, brincou o prefeito.

A Unidade de Competitividade e Desenvolvimento (UCD) do Sebrae Alagoas acompanha o projeto e foi representada na reunião por seu gerente adjunto Márcio Barcellos.

Atendimento remoto

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Fonte: Assessoria

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