Diante da pandemia da Covid-19, que há cerca de um ano assola todo mundo; e com o último decreto anunciado pelo Governo do Estado, onde Alagoas retorna – por pelo menos 14 dias, para a fase vermelha do Plano de Distanciamento Social Controlado, o deputado estadual Galba Novaes (MDB) reforça a importância da Lei de Nº 8.336 – de sua autoria – que se refere à Política Estadual de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome da Depressão na Rede Pública de Saúde. Sancionada em novembro de 2020, a Lei dispõe sobre a obrigatoriedade de estudos que possam detectar a síndrome ou as evidências de que possa vir a ocorrer; a realização de pesquisas visando diagnóstico precoce; um protocolo de identificação, cadastro e acompanhamento dos pacientes da rede pública diagnosticados com depressão; a conscientização e ou capacitação de profissionais que desenvolvam atividades junto às unidades de saúde estaduais e privadas quanto aos sintomas; a realização de campanhas de conscientização sobre o tema junto aos diferentes públicos afetados, de forma a mostrar a gravidade da doença; além de possibilitar a realização de convênios com a iniciativa privada.
“Em janeiro, dados preliminares de uma pesquisa global liderada pela Universidade Estadual de Ohio (EUA), apontam que o Brasil é líder em índices de ansiedade e depressão na pandemia, quando comparado a outras dez nações. Aqui em Alagoas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) disponibiliza um número 0800 082 5050, que permite que o alagoano tire dúvidas e seja acolhido psicologicamente, quando estiver em situação de desconforto e sofrimento psíquico. Porém, com o isolamento social, a distância de familiares e amigos, assim como, com a mudança drástica e inesperada na rotina, causando impacto direto no psicológico dos cidadãos, queremos reforçar a importância das ações de políticas públicas que a nossa Lei dispõe”, defende o deputado.
Para ele, além da crise sanitária e financeira, a saúde mental também deve ser tratada como prioridade. “Em meio a tantas incertezas e medo com a chegada do coronavírus, a saúde mental de muitas pessoas que precisaram se isolar, que perderam seus empregos ou algum ente querido, como também, dos profissionais que mantiveram-se na linha de frente, foi diretamente afetada. O Estado não pode se furtar da responsabilidade quanto à saúde pública e por isso, também tem o dever de esclarecer esta doença, que desencadeia sofrimento, incapacita pessoas com sentimentos de cansaço, exaustão, desalento e, muitas vezes, as faz perder a vontade de viver, podendo levar ao suicídio. Todos sabemos que a depressão é considerada o “mal do século”, mas, ainda hoje, as pessoas que desenvolvem a doença enfrentam muitas barreiras e preconceitos, por isso, a saúde pública precisa se organizar para oferecer ajuda especializada aos pacientes e suas famílias”, finalizou Galba Novaes.
Fonte: Assessoria