Alagoas registra dois casos da nova variante do Covid-19

A nova variante do novo coronavírus, detectada inicialmente no Amazona, foi confirmada em dois casos de pacientes em Alagoas. A Sesau ainda não confirmou os dois casos.

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) só soube do caso, após a confirmação do laboratório de referência nacional (Laboratório de Viroses Respiratórias e Sarampo, da FIOCRUZ-RJ), depois de uma demanda originada no LACEN e CIEVS, no último dia 16 .A cepa do novo coronavírus disseminou pelo país e já chegou a pelo menos doze estados, incluindo agora Alagoas. O espalhamento dessa variante, chamada de P.1, preocupa autoridades, já que ela é considerada mais transmissível que outras cepas causadoras da Covid-19.

Casos

Um dos casos da nova variante de Alagoas é uma mulher de 36 anos, da cidade de Viçosa. Ela, que não teve a identidade divulgada, fez uma viagem para Manaus em 22 de janeiro, onde permaneceu por quatro dias. Neste período teve contato com familiares com quadro gripal, entretanto sem confirmação laboratorial para COVID-19.

três dias depois de chegar em Manaus, a mulher começou a apresentar dispneia e tosse, e retornou para Alagoas no dia seguinte, dia 26, mas somente em 29 de janeiro, a coordenação de vigilância epidemiológica de Viçosa informou quanto à suspeita clínica do caso, sendo realizada coleta para pesquisa de SARS-CoV-2 por RT-PCR, ocasião em que se confirmou a infecção pelo novo coronavírus. Foi orientado o isolamento domiciliar do caso e de seu contato. A investigação epidemiológica evidencia se tratar de caso alóctone (importado).

O segundo caso seria de uma residente de Anadia, de 64 anos, sem histórico de viagem ou contato com alguém vindo do Amazonas ou qualquer outro estado.

Ela teve início dos sintomas em 19 de janeiro, apresentando tosse, coriza, mialgia e moleza. Seis dias depois, realizou-se a coleta para pesquisa de SARS-CoV-2 por RT-PCR, que confirmou a infecção. A investigação epidemiológica indica se tratar de caso autóctone.

O envio de amostra e a investigação relativa ao caso da mulher de 36 anos atende ao critério de indivíduo que transitou por território onde a nova variante circula. Já o caso da idosa segue o protocolo de envio de amostras positivas aleatórias, a fim de verificar a introdução/circulação de novas variantes no estado.

A Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa) reforçou que é importante esclarecer que, mesmo tendo recebido pacientes oriundos do Amazonas para assistência junto ao Hospital da Mulher Dra. Nise da Silveira, ao Hospital Metropolitano e ao Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes, durante a investigação minuciosamente realizada não foi constatado, em nenhum dos dois casos, nexo epidemiológico com o recebimento de tais pacientes no território alagoano.

*Com informações de agências

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