Após o incêndio que atingiu o Prédio 1 do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), na zona norte do Rio de Janeiro, a unidade de saúde está com o atendimento suspenso e transferiu todos os pacientes que estavam internados.

Segundo o Ministério da Saúde, será aberta uma sindicância para apurar as causas do incêndio no HFB e a prioridade é “garantir o atendimento em segurança da população, uma vez que as consultas e exames laboratoriais no complexo estão temporariamente suspensos”.
O ministério informa que fez “diversas visitas” aos hospitais federais do Rio de Janeiro este ano, incluindo o de Bonsucesso, e que mantém “atenção contínua à manutenção da infraestrutura de todos os estabelecimentos”. O HFB deve passar por uma reforma.
“Cabe ressaltar que, por se tratar de uma construção predial de 70 anos, o complexo de Bonsucesso deve passar por uma modernização para atender a legislação atual, sendo que há projetos em andamento para realizar uma série de reformas. No ano passado, foram repassados R$ 1,8 milhão de verba suplementar para a modernização da unidade”.
A Superintendência Estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro avalia, no momento, se concede férias aos servidores que já tenham o período vencido, remanejando os demais para outras unidades de saúde da rede federal.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o trabalho de rescaldo do incêndio continua hoje, pois ainda é necessário resfriar todo o local para eliminar qualquer foco de calor. A Defesa Civil Municipal iniciará a vistoria após o Corpo de Bombeiros concluir o trabalho.
Quatro pacientes morreram após transferências
Uma idosa de 73 anos é a quarta paciente do Hospital Federal de Bonsucesso — que pegou fogo nesta terça-feira, dia 27 — que morreu após o incêndio. Ela foi transferida para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas não resistiu na noite desta quarta-feira, dia 28, segundo informou a Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS).
A idosa estava internada em estado grave antes da transferência do hospital federal, de acordo com a secretaria. A SMS afirmou que não houve piora do quadro de saúde dessa paciente no transporte para o Souza Aguiar.
As três outras mortes também foram de pacientes em estado gravíssimo ou delicado, duas delas, mulheres infectadas pelo novo coronavírus. A primeira, Núbia Rodrigues, de 42 anos, era radiologista em outra unidade e havia sido internada com sintomas da doença há poucos dias, após passar por atendimento em duas UPAs. Ela não resistiu à transferência para o Hospital municipal Ronaldo Gazolla. A segunda vítima confirmada da tragédia, uma senhora que teria 83 anos, também tinha diagnóstico de coronavírus. Transferida para o CTI da maternidade do hospital, ela também acabou morrendo, com uma infecção pulmonar. A terceira morte foi confirmada por volta das 22h de terça-feira, dia 27. Um paciente, homem, de 39 anos, que já encontrava-se em estado delicado de saúde antes do incidente no CTI.
**Informações Agência Brasil e Extra Online