No mesmo período, número de trabalhadores ocupados teve queda de 3,5%.
A pandemia do coronavírus fez o número de desempregados no Brasil aumentar em 20,9% entre maio e julho. É o que apontam os dados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, o país encerrou o mês de julho com 12,2 milhões de desempregados, cerca de 2,1 milhões a mais que o registrado em maio, quando somavam, aproximadamente, 10,1 milhões de pessoas. Com isso, a taxa de desemprego passou de 12,4% em junho para 13,1% em julho.
Ainda segundo o levantamento, o número de trabalhadores ocupados teve queda de 3,5% entre maio e julho, passando de 84,4 milhões para 81,4 milhões. Ou seja, em três meses caiu em 2,9 milhões o número de pessoas ocupadas no mercado de trabalho.
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Em três meses, aumentou em 2,1 milhões o número de desempregados no Brasil, segundo o IBGE — Foto: Economia/G1
O levantamento foi feito por meio da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.
De acordo com a Pnad Contínua, em junho o país somou 12,8 milhões de desempregados, deixando a taxa de desemprego em 13,3%. No mesmo mês foi registrada nova queda recorde no número de trabalhadores ocupados. Os dados do mercado de trabalho referente ao mês de julho deverão ser divulgados somente no final de setembro.
Sudeste e Norte lideram alta do nº de desempregados
Entre as grandes regiões do país, a maior alta no desemprego foi observada no Sudeste, onde o contingente de desempregados passou de 4,7 milhões em maio para 5,8 milhões em julho – uma alta de 25% em três meses. A segunda maior alta ocorreu no Nordeste, onde os desempregados somavam 2,9 milhões em julho, 23% a mais que o registrado em maio, quando eram 2,4 milhões.
No Norte, a alta foi de 21% no mesmo período, passando de 786 mil desempregados em maio para 949 mil em julho. Já no Sul, a alta foi de 14% em três meses, com o número de desempregados passando de 1,4 milhões para 1,5 milhões. Já a menor alta foi observada no Centro-Oeste, onde o número de desempregados passou de 927 mil em maio para 973 mil em julho – um aumento de 5%.
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Fonte: G1